Saltar para o conteúdo

Combinar 3 + construçãoGrátis

Jewels of Egypt

Um combinar 3 que não fica pelo tabuleiro: por trás de cada nível há templos, palácios e obeliscos para reerguer, e uma história que dá razão para voltar.

4,658 mil avaliações no Google Play

Veredito: O mais completo do catálogo: cada nível resolvido faz avançar a reconstrução de uma povoação no delta do Nilo.

Programador: G5 Entertainment · Nota ComboEdit: 8,6 em 10

Google Play Ver a ficha

Tabuleiro de Jewels of Egypt com pirâmides ao fundo e peças em forma de ankh, jarros e escaravelhos

Um tabuleiro que serve de estaleiro

Jewels of Egypt parte de uma ideia simples: cada tabuleiro de combinar 3 que se resolve contribui para devolver o brilho a uma povoação do delta do Nilo. O jogador assume o papel de um arquiteto de terceira geração que ajuda o Faraó a reerguer pirâmides, templos, palácios e obeliscos. O puzzle é o motor; a construção é a razão para voltar no dia seguinte.

Na prática, a alternância funciona assim: resolve-se um nível, desbloqueia-se o passo seguinte de um edifício e a história avança um pouco. Quem já jogou jogos de construção ligeira reconhece a estrutura. A diferença é que aqui cada passo da obra depende de um tabuleiro resolvido, e não de esperar que o tempo passe.

O que se vê nos primeiros níveis

O primeiro ecrã mostra logo a assinatura visual do jogo: um tabuleiro recortado em forma de cruz, com cantos fechados que obrigam a pensar em que zona vai cair a próxima cascata. As peças não são pedras genéricas. Há jarros de barro, cachos de uvas, folhas verdes, escaravelhos azuis e cruzes ankh douradas, e esta variedade de formas ajuda bastante quem distingue mal cores parecidas, porque cada peça tem uma silhueta própria.

No mesmo ecrã aparecem pequenas figuras de gato no meio das peças, o que sugere metas ligadas a elementos especiais do tabuleiro, um tipo de objetivo comum no género. A descrição oficial não entra nesse pormenor, por isso fica a observação e não a promessa.

Reforços e o botão de baralhar

Por cima de um dos tabuleiros surge uma fila de reforços em medalhões: uma taça, uma rede, sandálias, uma biga e um martelo. Outro ecrã destaca a mecânica de baralhar, com as peças a rodopiar em espiral à volta de uma peça especial turquesa.

A descrição fala em reforços e em combinações de peças especiais, e é aí que o jogo fica mais interessante. No género, juntar duas peças especiais lado a lado costuma limpar mais do tabuleiro do que usá-las em separado, e os tabuleiros recortados de Jewels of Egypt dão muitas ocasiões para planear essas duplas. Quem quiser perceber estas peças com mais calma tem o guia boosters explicados.

Ecrã de Jewels of Egypt com uma fila de reforços em medalhões e peças a rodopiar em espiral
O ecrã de baralhar: a espiral de peças à volta de uma peça especial turquesa, com os reforços em medalhões por cima.

Personagens e tom

O terceiro ecrã é quase um cartaz de elenco: uma jovem com uma flor de lótus, um rapaz com uma taça pintada, um mercador de bigode com um papagaio ao ombro e, ao fundo, carros puxados por cavalos a caminho de uma cidade à beira-rio. O traço é colorido e caloroso, mais próximo de uma ilustração de livro de aventuras do que de uma reconstituição histórica.

Funciona para o público largo que a classificação PEGI 3 indica. A história inclui intrigas da corte e um artefacto antigo, contada em pequenos diálogos entre níveis.

Personagens de Jewels of Egypt: uma jovem com flor de lótus, um rapaz com uma taça e um mercador com papagaio
O elenco do jogo, com carros puxados por cavalos a caminho de uma cidade à beira-rio.

Para quem não é

Quem procura sessões curtíssimas, só de tabuleiro, pode achar os diálogos e as etapas de construção um desvio. E quem faz questão de jogar em português europeu deve saber que a lista oficial de idiomas inclui o português do Brasil. Nenhum dos pontos estraga a experiência, mas convém sabê-los antes de instalar.

Onde fica no catálogo

Comparado com Jewels Temple, que é combinar 3 em estado puro, Jewels of Egypt oferece mais contexto e mais variação de metas. Frente a Jewels Atlantis, troca o fundo do mar pelo Nilo e acrescenta a camada de construção. Para uma primeira escolha no tema egípcio, é o título por onde recomendo começar, como explico na seleção por onde começar.

A favor e contra

A favor

  • A camada de reconstrução dá um objetivo que vai além do nível isolado
  • Peças temáticas legíveis: ankh, jarros, escaravelhos e folhas distinguem-se pela forma
  • Formatos de tabuleiro variados, com recortes e cantos fechados
  • Joga-se sem ligação à internet

Contra

  • A tradução disponível é a do português do Brasil, não a europeia
  • Os momentos de história interrompem o ritmo de quem só quer resolver tabuleiros

Nota final

8,6 em 10

A nota mais alta do catálogo vem da combinação rara entre tabuleiros bem desenhados e um motivo concreto para continuar. Perde pontos pela tradução e por um ritmo que nem sempre respeita quem joga com pressa.