Combinar 3Grátis
Jewels Atlantis
A lenda da Atlântida serve de cenário a um combinar 3 direto, com objetivos claros e uma liberdade rara no género: sem vidas e sem contagem de tempo.
4,573,6 mil avaliações no Google Play
Veredito: Combinar 3 clássico com cenário submerso, sem vidas nem relógio: joga-se ao ritmo de cada um.
Programador: ACTIONFIT · Nota ComboEdit: 7,4 em 10
A lenda como pano de fundo
A premissa de Jewels Atlantis cabe numa frase: o continente perdido regressa à superfície depois de mil anos e há joias lendárias para recuperar do fundo do mar. É um pretexto mais do que uma história. A descrição não fala de capítulos narrados e os ecrãs oficiais mostram sobretudo tabuleiros, mas o tema dá ao jogo um cenário próprio, com corais, conchas e blocos de pedra esculpida a enquadrar cada nível.
Uma guia de cabelo castanho acompanha os níveis no canto superior esquerdo. É uma presença discreta: não interrompe, apenas dá rosto ao painel de objetivos.
Como se lê o painel de cada nível
O topo do ecrã concentra o essencial. À direita, o contador de jogadas: 42, 30 ou 50 nos ecrãs publicados, o que mostra que o limite varia bastante de nível para nível. Ao centro, os alvos, por exemplo 58 lajes e 16 blocos de pedra num nível, 142 lajes noutro. Uma barra de progresso com três estrelas indica o desempenho, e a descrição desafia a conseguir as três em cada nível.
A numeração dos níveis visíveis, 151, 255 e 387, confirma que o jogo se estende muito, em linha com os mais de mil níveis anunciados nas imagens oficiais.
Regras que se aprendem em dois níveis
As regras seguem o manual do género. Três joias iguais em linha desaparecem; quatro criam uma peça com poder especial; cinco dão origem a uma joia arco-íris; certas formas de alinhamento geram outras peças especiais. As cascatas, quando as peças que caem formam novas combinações sozinhas, somam pontos extra.
Se nunca jogou combinar 3, este é talvez o título mais fácil de entender do catálogo: o painel diz o que fazer e as peças especiais aparecem cedo, quase como uma aula prática.
Jogar sem pressa
O ponto mais simpático está numa linha discreta da descrição: não são precisas vidas e não há limite de tempo. Pode tentar de novo um nível difícil logo a seguir e pensar cada jogada o tempo que quiser. Para quem joga nas pausas do dia, esta liberdade conta mais do que qualquer efeito visual.
Há ainda missões diárias, conquistas e tabelas de classificação para comparar com amigos, para quem gosta de ter metas para lá do nível.
Onde se nota o peso dos efeitos
Num dos ecrãs, um reforço em forma de raio atravessa meio tabuleiro com descargas amarelas. É vistoso, mas quando vários efeitos se sobrepõem torna-se difícil perceber o que mudou. Noutro ecrã, dezenas de peças trazem um pequeno relógio com o número 12. A página do Google Play não explica o que representam, e só jogando se percebe a regra.
É o tipo de pormenor que uma ficha de ajuda dentro do jogo resolveria, e uma das razões para a nota ficar abaixo da de Jewels of Egypt.
Entre os vizinhos do catálogo
Frente a Jewels Temple, Jewels Atlantis tem cenários mais variados e objetivos mais visíveis; o outro é mais sóbrio e mais leve. A comparação direta, ponto por ponto, está em Jewels Atlantis ou Jewels Temple.
A favor e contra
A favor
- Sem vidas e sem limite de tempo: um nível difícil repete-se de imediato
- Objetivos claros no topo do ecrã, com o contador de jogadas bem visível
- Português entre os 15 idiomas suportados
Contra
- O tema da Atlântida fica sobretudo no cenário; as peças são joias genéricas
- Os efeitos luminosos dos combos cansam a vista em sessões longas
- A descrição explica pouco das peças especiais mais avançadas
Nota final
7,4 em 10
Uma boa porta de entrada no género, generosa na liberdade que dá ao jogador. A nota fica nos 7,4 porque o tema é mais papel de parede do que jogo e porque os efeitos por vezes tapam o próprio tabuleiro.


